SOLUÇÃO PACÍFICA
PREFEITURA E CEF BUSCAM SOLUÇÃO PACÍFICA PARA RESOLVER PROBLEMA DE 86 FAMÍLIAS QUE OCUPARAM UNIDADES HABITACIONAIS DO PROGRAMA CRÉDITO SOLIDÁRIO
Representantes da Caixa Econômica Federal-CEF se reuniram na última segunda-feira 17/03, com representantes da Prefeitura de Ceará-Mirim, com o objetivo de encontrarem uma solução pacífica para as 86 famílias que ocuparam 86 das 150 unidades habitacionais do programa Crédito Solidário, no município.
Wellington Bernardo, coordenador do Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas, que participou da reunião representando as famílias ocupantes, fez uma explanação sobre a real situação de momento das famílias, e garantiu que elas deixam o local de forma pacífica desde que a Prefeitura e CEF garantam entre outras exigências, moradias para as referidas famílias.
Durante a reunião, que teve a participação também da Secretária Municipal de Habitação, Maria das Graças da Silva Cruz e do Assessor Especial de Gabinete Jeorge Ferreira, ficou acertado que a Prefeitura irá realizar a partir desta quarta-feira 19/03, cadastramento das 86 famílias ocupantes, para que elas possam ser inseridas em outros programas habitacionais e consequentemente, beneficiadas.
Além disso, de acordo com o Dr, Jeorge Ferreira, também ficou acertado, que havendo desistência dentre os 150 beneficiários do programa, a prioridade seria para as família ora instaladas no local, desde que, atendam as exigências e pré-requisitos do programa.
Tanto a Prefeitura de Ceará-Mirim quanto a Caixa Econômica buscam uma solução pacífica para a retiradas dessas famílias ocupantes, para tanto, ficou marcada uma nova reunião, inclusive com a participação de representantes da associação dos moradores, para o próximo dia 28 deste mês de março, às 10h, na Prefeitura.
O PROGRAMA
Em Ceará-Mirim, o programa data de 2008 através de contrato firmado entre a Caixa Econômica Federal-CEF e a C3 Construções, entidade organizadora responsável pela edificação a obra.
Coube a Prefeitura de Ceará-Mirim, através do setor de habitação, realizar o cadastro das famílias, ficando com a CEF a responsabilidade pela triagem.
Com o embargo da obra, por causa de uma empresa que atuava no ramo de calcário, que foi à justiça, pedir indenização para desocupar 50% do terreno que ocupava mediante aluguel, os 150 funcionários beneficiários do programa fundaram uma cooperativa para acompanhar a execução da obra.
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