Estradas do RN são ruins ou péssimas, aponta CNT


Um levantamento divulgado nesta quarta-feira (04) pela Confederação Nacional de Transportes (CNT) aponta que das 18 estradas que cruzam o Rio Grande do Norte, as 10 apontadas como de responsabilidade do estado são ruins ou péssimas.

A pesquisa levou em conta 1.841 quilômetros de rodovias no RN, em trecho localizados nas variadas rodovias federais e estaduais. Critérios como qualidade do pavimento, sinalização e geometria da via foram avaliados, sendo a sinalização e a geometria os itens que mais prejudicaram o resultado da avaliação relacionada ao RN.

Para se ter uma ideia, o percentual de estradas, sejam estaduais ou federais, em estado ótimo ou bom no Rio Grande do Norte se reflete em apenas 6,27% do total em boas condições na região Nordeste. A estimativa é de que sejam necessários R$ 673,46 milhões em investimentos para a reconstrução, restauração e a manutenção dos trechos de rodovias danificadas.

Quando o assunto são as rodovias federais, o estado geral das oito que cruzam o estado, variam entre regular e bom. A BR-304, numa extensão de pouco mais de 318 quilômetros, aparece como a de melhor qualidade, especialmente quanto à pavimentação.

O estudo é a 19ª edição e ultrapassa 100 mil quilômetros avaliados. Nas duas últimas décadas, a Pesquisa CNT de Rodovias oferece levantamento da qualidade do Estado Geral, do Pavimento, da Sinalização e da Geometria da Via de toda a malha federal pavimentada e dos principais trechos estaduais também pavimentados.

A série histórica revela a necessidade de priorizar o setor. O levantamento atesta a diferença entre rodovias concessionadas, que dispõem de estrutura satisfatória, e as públicas, que ainda sofrem com inadequações que impactam diretamente no custo operacional dos veículos e oferecem mais riscos aos usuários.

Pesquisa

A Pesquisa CNT de Rodovias teve a sua primeira edição publicada no ano de 1995. Nasciam, naquele ano, os primeiros 15.710 km de rodovias pesquisados pela CNT de um universo de 51.612 km, total da malha rodoviária federal pavimentada do País até aquele ano.

Como consequência dessa evolução, no ano de 2015, a Pesquisa CNT de Rodovias atingiu um importante marco referencial no que tange à sua expansão: ultrapassou a avaliação de mais de 100.000 km de rodovias pesquisadas, abrangendo toda a malha rodoviária federal e as principais rodovias estaduais pavimentadas do País.

Há anos o modal rodoviário tem sido a preferência na movimentação de pessoas e bens no Brasil: na matriz de transportes de cargas, possui a maior participação (61%), seguido pelos modais ferroviário (20,7%), aquaviário (13,6%), dutoviário (4,2%) e aéreo (0,4%).

Na matriz de transporte de passageiros, o modal predomina com 95% de participação. Ademais, é o principal responsável pela integração de todo o sistema de transporte e contribui significativamente para o desenvolvimento socioeconômico do País.

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